segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ao precursor




Caríssima amizade

Em junho, uns 20 dias após após exonerar meu
último emprego,
montei um pequeno estúdio para acrescer algum valor financeiro à minha aposentadoria.
Desde então, consegui melhorar bastante esse
ambiente - confira no anexo Estudio-melhor.jpg.
Repare que, entre tudo, agora, estão na fachada do estúdio uma amostra
(só para olhar) do que faço, número do MEU celular, meu nome e assinatura,
o que produzo e sob qual condição.
O mais importante é que, em obediência ao estabelecido pela
Lei Estadual nº 9.160, de 21 de maio de 2009, afixei cartazete
bem visível com telefone e horário de atendimento do Procon Estadual.
Sempre há quem reclame de alguma coisa, , é um caso sério.
Abs
PS: Esta mensagem foi remetida Cco a outras pessoas amigas,
umas 60 ou 80...
Dino Gracio
www.blogracio.com


Ps - Não poderia deixar de "homenageá-lo", preclaro Dino.
A mudança deixou o estúdio uma belezura, verdade inconteste.
Bravo, mestre, e ótimas produções.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Som ou cheiro?


Que os outros habitantes da terra, que tentam qualificá-los como "irracionais", se manifestam de forma consciente, eu não tenho nenhuma dúvida. É preciso apenas exercitar um pouco de senso de observação.
Fazendo minha habitual caminhada pela varanda de casa, empurrando o andador, vi um bando de anu preto, seis no total, pousando no maldito fio da rede elétrica. Foi uma meia parada. Em seguida, voaram na direção de uma patrol que realizava o nivelamento da rua. A aldeia tem diversas vias sem calçamento ou asfalto.
A primeira impressão foi que os anus tinham adaptados seus ouvidos ao barulho do motor da máquina. O raciocínio se deve a outra observação. Em frente de casa existe uma área com quatro lotes vagos, "servindo de depósito de entulho da vizinhança". A cada três ou quatro meses, patrol ou retro-escavadeira da prefeitura faz a limpeza do local. É um convite pra anu, rolinhas, sabiá, pombo, pomba-rola etc., baixarem na área atrás de insetos, minhocas e outros pequenos animais, um farto banquete, com a duração de quase uma semana. Isso se repente em outros locais onde é feito o mesmo serviço.
Trocando impressões com o Glauco Meirelles, vizinho, suscitou outra visão pra minha teoria. Ele defende que o que atraiu os anus foi o cheiro da terra removida, usando como argumento, um fato ocorrido numa área de terra sua, que arou e gradeou. Não se sabe de onde, viu repentinamente surgir uma leva de gaviões, uns 300 - achei exagero, mas garantiu veracidade - tomando de assalto o local. Os gaviões também se fartaram, uma comilança desmedida, a ponto de não se importarem com a presença do homem, a menos de 10 metros de distância.
As teorias são discutíveis, mas não vejo é a tal irracionalidade nos irmãos das outras espécies, pois o que nos movem é vontade de viver.
Outro texto interessante: Aqui

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Vida de La Pinto


A televisão sempre foi a sua grande paixão. Não que tenha relegado às calendas outras formas de entretimento. Numa determinada fase da sua vida só saia de casa após assistir as três novelas. E não tinha argumento que a demovesse dessa caturrice. Cedia apenas diante da possibilidade de ter TV onde estava sendo convidada, pois sabia que estavam tirando o seu chão dos seus pés.
Rotineiros eram os embates acalorados quando alguém perguntava alguma coisa sobre o enredo ou se fizesse qualquer comentário sobre o ator e a atriz. Quem mais sofria era a Leda Maria, goiana, que vinha encontrá-la no verão. Totalmente alheia as tramas e doida por um dedo de prosa, danava a perguntar.
- Quieta, Leda, respondia la Pinto.
Com a diversificação da programação das TVs, principalmente com as transmissões esportivas, passou a dividir seu ardor televisivo. Foi também uma forma de reviver seu passado de atleta, na seleção capixaba de vôlei. Aos domingos, com programação de três ou mais eventos esportivos, o Walmir Fiorotti, outro amigo, criou o domingão de la Pinto.
A sua aposentadoria trouxe outra forma de brincadeira: Vida de la Pinto. É que sobrou mais tempo e comprou outro aparelho pra sua sala de estar, solução encontrada pra assistir simultaneamente novelas e eventos esportivos, após instalar a TV a cabo. E dava conta do recado. Inclusive, adquiriu um novo hobby, as lutas livres das madrugadas, mantido livre do sono, exercitando o seu karate boliviano.
Hoje, Ângela Pinto, grande figura, amiga e companheira, dos tempos de Vitória, capital capixaba, não abandonou a TV, mas já não tem o mesmo fervor de outrora pelas três novelas, embora ainda seja incapaz de ficar 24 horas sem olhar pra telinha.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os injustiçados


Quebra o meu galho; a vaca foi pro brejo; isso é um abacaxi; e, não gosto de jiló, amargo já basta a vida.
Com certeza, caso já tenha algum entendimento da vida, já ouviu alguma dessas expressões. Graças ao acelerado processo de urbanização já não pontua com mais frequência nas conversas como antanho. Deve ser porque saímos do campo e entramos pela evolução tecnológica, com outros usos e costumes nesses novos tempos. Mas não desapareceram para alguns imperdenidos.
Quebra o meu galho é do tempo das florestas cobrindo a terra e o homem achando que o recurso era infinito. Não é mais ecologicamente correta, além de carregar a pecha de tráfico de influência.
Duas injustiças acontecem com a vaca foi pro brejo. Ora, criatura, vaca cria bezerro/a, produz leite e carne, etc. Brejo não é um lugar ruim. Lá tem é muita vida!
Faço aqui uma mea culpa com os brejos. Nos anos 70/80, o governo capixaba lançou os programas Provárzea/Provales, de drenagem dessas áreas, uma panacéia pra auto-suficiência na produção de alimentos. Na prática mostrou-se um desastre, secando vários locais e dizimando centenas de espécies, algumas desconhecidas. Ajudei a divulgar essa falácia.
Leia Isso é um abacaxi no post abaixo.
Não gosto de jiló, amargo já basta a vida, pauta deste post, sugestão do Dino. O solanum gilo, que também é fruto, graças as mutações genéticas não é o mesmo que comia na infância, colhido na horta próxima de casa. Virou transgênico, mudou a cor, tamanho, agora com sabor insosso, desenxabido, contrapondo as agruras da vida moderna.
Desafio aceito, caro Dino, mas ao invés da Rainha, como propôs, vamos de Mulher Jiló, seguindo a tendências "das frutas".
O requisito básico é o jiló transgênico aí de cima.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Abacaxi é fruto


Ao contrário de algumas referências tentando impingir ao abacaxi uma certa má reputação - isso é um abacaxi, peguei um abacaxi, etc. e tal -, a aldeia faz questão de referenciar esse fruto, inclusive realizando festa pra comemorar o início da sua colheita.
Ele é uma importante atividade econômica pra centena de famílias, cerca de 3,8 mil pessoas, e para a aldeia. Marataízes responde por 70% da produção do Espírito Santo, estimada em 50 mil toneladas do fruto, dando ao município a primazia de um dos principais centro produtor de abacaxi do país.
A colheita, que inicia agora e se estende até janeiro e fevereiro, quando é farta e tem boa cotação no mercado, os reflexos aparecem.
Os vendedores já começaram a abastecer seus pontos de vendas às margens da rodovia, aumentando a oferta com a chegada do PSP - Povo Sem Praia - pra salgar a bifa.
A 8ª edição da Festa do Abacaxi vai de 21 a 23 próximo na comunidade de Brejo dos Patos. Além de apresentações musical tem a eleição da "Rainha do Abacaxi" e também premiação aos produtores de abacaxis.
Brava, gente, que vai descascando o preconceito contra o abacaxi.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bravo Tromba!!!!!!!


Os campos de futebol no Brasil estão cheios de jogadores negros. Não tenho estatística pra explicitar minha elucubração, mas é só olhar pra os times que identificamos essa supremacia. Eles são os caras tocando a pelota. Pertenço há este tempo, embora eles estejam hoje mais pra lascar a canela ou maltratar a redondinha.
Essa realidade não se reproduz com os "professores", aquela figura da beira das quatro linhas a esbravejar ordens, cunhadas de "teorias futebolísticas", atrás de vitórias que garantam seus empregos.
Por mais paradoxal que a situação se mostre, ela não deixa de refletir a injusta escala na ascensão social da hierarquia na sociedade brasileira. Diria até ser um quadro caricato, pura ironia com o nosso futebol, que move montanhas e multidões, justamente ele que é visto com a porta de entrada na escala social.
Dos vinte times que hoje disputam a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, até bem poucos dias não tinha um técnico negro. Talvez dois ou três com características negras, detalhes que fazem parte da grande massa.
Por isso a efetivação do Andrade, o Tromba, no comando do Flamengo, é uma novidade. Cinco vezes campeão brasileiro, torço pra que ele repita o que sempre realizou dentro dos campos, com técnica e sabedoria, que foi jogar bola.
Não espero do Andrade o que escreveu José Saramago, no seu ótimo O Caderno de Saramago: "Crie já uma equipa de futebol, uma equipa toda de jogadores monárquicos, treinador monárquico, massagista monárquico, todos monárquicos e, se possível, de sangue azul. Garanto-lhe que se chega a ganhar a liga, o país, este país que tão bem conhecemos se ajoelhará a seus pés."