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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mais farra


O "chapaço" Dino, no seu recomendável Blogracio, escreveu: "Leonel, o problema, ou probrema, pobrema ou poblema, mais que o Ibsen, é uma cidade "como Kennedy", onde "dinheiro não é problema" graças aos "royalties de petróleo", apresentar um dos piores Indices de Desenvolvimento Humano do Espírito Santo e do Brasil."
É sobre a nota publicada na coluna Victor Hugo, A Gazeta/ES, de 7/04/10, onde o interino mistura gastança com Ibsen Pinheiro, aquele.
Parece que o hidrocarboneto não anda fazendo bem ao Ximenes, liberando certos derivados com excesso de STP.
Aqui o post do Blogracio.

domingo, 13 de dezembro de 2009

"Espírito Santo": Um testamento?

Li o livro "Espírito Santo", presente do João Gualberto e Cristina, que devem ter recebido algum sinal do meu desejo por ele. Valeu amigos.
Assinado pelo juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, pelo secretário de Segurança do Estado, Rodney Rocha Miranda e por Luiz Eduardo Soares, coautor de "Elite da Tropa", o livro conta detalhes das investigações sobre o crime no Estado.
É um testamento? Não ousaria a tanto.
A narrativa parte das primeiras suspeitas levantadas, a partir de 2000, pelos juízes Carlos Eduardo Lemos e Alexandre Martins, na Vara de Execuções Penais da capital, onde atuavam como adjuntos. Os indícios, benefícios ilegais a presos, respingavam no juiz titular, um dos acusados do assassinato de Alexandre, morto na manhã de 24 de março de 2003 quando ia para a academia. O acusado ainda aguarda julgamento.
Carregado de detalhes não conhecidos, o livro não nomina os chefões do crime, optando por caracterizá-los através de pseudônimos. Já os executores e outros personagens desse mundo paralelo são tratados pelos verdadeiros nomes. Deferência, também, dada a outros que combateram o bom combate.
A citação da ocupação pública dos "chefões" e a aposta na sonoridade dos pseudônimos como pista dos nomes de certidões - Prates que seria Gratz, Coronel Petrarca pra Ferreira e do juiz Lobo pra Leopoldo, ficando apenas na tríade do mal -, pode até funcionar para o público interno. O externo vai precisar de uma pesquisa pra saber a verdadeira identidade.
Talvez seja este o "pecado" do livro. Ou seja, as evidências sobre o "crime organizado" estão sobre a mesa, mas não personificaram os chefões e parte do seu entorno.
Outro senão ao "Espírito Santo" é a continua citação nominal do governador do Estado. Acabaram exagerando na forma.
Entendo que ao bancar a continuidade das investigações, num momento crucial, menos de três meses da sua posse, com o corpo do juiz Alexandre Martins, abatido por tiros numa rua de Vila Velha, vizinho a Vitória, já garantiria a ele o lugar no panteão.
É está a perspectiva histórica vista hoje: A ambiência política criada pra continuidade do trabalho, inclusive, possibilitou outros desdobramentos de investigações, como a Operação Naufrágio no judiciário estadual, que resultou no afastamento do presidente do Tribunal entre outras figuras.
Ao que parece, o feeling dos autores apostou mais uma vez nesta ambiência política e numa prática do mandatário estadual, apreciador em ter suas realizações retratadas em livros.
Por enquanto tá dando resultado. Após sua publicação, parte do comando da Polícia Militar local peitou o secretário Rodney, colocando outdoors nas ruas e manifestações, pedindo a sua cabeça. Sua excelência fez ouvido de mouco até agora.
Sem dúvida, o livro é uma referência pra entender parte das entranhas do crime no Estado. Trabalhou com farta documentação, sustentando a tese da existência material de uma rede criminosa, lastreada por apoios no Executivo, Judiciário, Legislativo, e na sociedade civil.
Carregou no realismo, variante que os veículos de comunicação imediata não conseguem explicitar. Como exemplo clássico, a escolha pelo título "Espírito Santo".
Sem azedume. Apenas um ponto de vista.
Li, gostei e passo adiante.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

É outro dia


O sol voltou e todas as janelas foram abertas pra ele entrar.
É impossível garantir quanto tempo ficara. Melhor que seja assim. Se fosse regulado por um ser humano, a discórdia seria ainda maior. É complicado agradar essa raça. Portanto, deixa como tá. Ora chuva, ora sol.
Toda vez que volta, após uma chuva, o sol traz junto um belo espetáculo para os observadores do tempo aqui da aldeia. Ela fica ao nível do mar e tem no seu oposto, a oeste, toda a cadeia de montanhas que forma a Serra do Mar, maciço que começa em Santa Catarina, vem subindo próximo da costa brasileira, terminando no Espírito Santo, mais precisamente entre os municípios de Ibiraçu e Colatina, onde está o rio Doce.
A luminosidade, nesse retorno do sol, não é intensa e, também, não existem nuvens ou neblina pra embaçar o visual, deixando uma paisagem limpa. Foi o que vi hoje pela manhã, mais uma vez, ao ir à feira do produtor: Recortes e detalhes mínimos de cada montanha, espelhados numa nitidez e coloração azul, coisa de arrepiar, que se estendendo ao longo de todo maciço, por onde o olhar alcança, beleza vista só a partir daqui. Um presente da mãe natureza, generosamente ofertado a todos nós, traduzindo suas diversas formas de vida.
A aldeia permite outro visual pra contemplação. É só caminhar pela praia Nova, próxima da foz do rio Itapemrim, que se tem à frente o mar e ao fundo parte dessa parte da Serra do Mar.
Tá feito o convite. Venha ver!
Ps: O vento nordeste, que tava represado, bate com sua força peculiar. É tempo dele.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Abacaxi é fruto


Ao contrário de algumas referências tentando impingir ao abacaxi uma certa má reputação - isso é um abacaxi, peguei um abacaxi, etc. e tal -, a aldeia faz questão de referenciar esse fruto, inclusive realizando festa pra comemorar o início da sua colheita.
Ele é uma importante atividade econômica pra centena de famílias, cerca de 3,8 mil pessoas, e para a aldeia. Marataízes responde por 70% da produção do Espírito Santo, estimada em 50 mil toneladas do fruto, dando ao município a primazia de um dos principais centro produtor de abacaxi do país.
A colheita, que inicia agora e se estende até janeiro e fevereiro, quando é farta e tem boa cotação no mercado, os reflexos aparecem.
Os vendedores já começaram a abastecer seus pontos de vendas às margens da rodovia, aumentando a oferta com a chegada do PSP - Povo Sem Praia - pra salgar a bifa.
A 8ª edição da Festa do Abacaxi vai de 21 a 23 próximo na comunidade de Brejo dos Patos. Além de apresentações musical tem a eleição da "Rainha do Abacaxi" e também premiação aos produtores de abacaxis.
Brava, gente, que vai descascando o preconceito contra o abacaxi.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O pássaro veio dar boas vindas


Tenho uma ligeira suspeita de que o comentário feito aqui sobre sua presença num local tão insólito tenha chegado ao seu conhecimento.
Há poucos dias voltamos a Cachoeiro do Itapemirim, sul do Espírito Santo, e passamos novamente no tal supermercado. Estacionei o carro numa outra parte da frente do estabelecimento, só que agora num local com uma pequena nesga de área, entre o estacionamento e o prédio, arborizada com pequenas árvores.
Num relance, deu pra sentir um movimento ligeiro em frente ao carro, algo como o voo de um pardal, espécie típica desses locais. Passado alguns minutos eis quem pousa sobre o capô: o pássaro, que ainda não identifiquei. Voou logo, acredito, porque tinha acabado de estacionar e é provável que o carro estivesse quente.
Não demorou muito, voltou, mostrando intimidade.
Primeiro andou pelo tal canteiro pra depois pousar no capô do "pretinho", onde ficou por uns dois minutos. Em seguida veio na direção do pára-brisa, pegando um inseto preso na paleta do limpador, que provavelmente foi parar ali no percurso entre a aldeia e Cachoeiro.
Saboreou o banquete ali mesmo, balançou a cabeça de satisfação, agradecendo, voando para o fio da rede elétrica, onde cantou de alegria ao lado de uma companhia, que não vi da primeira vez.
Tudo leva crer que delimitaram aquele território pra eles.