sexta-feira, 23 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Os "alemão" avançam


É preciso certo cuidado com o que fala alguns políticos, principalmente se for Theodorico Ferraço, deputado estadual do pefelê/demo capixaba.
Num intervalo comercial da novela das oito da TV Gazeta Sul, braço da "plim plim" aqui, segunda-feira, o deputado trombeteou a "compra, pela Vale, de mil hectares de terras em Itapemirim pra instalação de uma siderúrgica, que vai gerar 10 mil empregos'.
A compra e o tamanho da área "eu agarântio", o que eleva o valor da transação pra mais de $ 50 milhões, diferente do postado abaixo.
Já a siderúrgica fica por conta do sonho do deputado.
A Vale até agora fala em Ubu, Anchieta.
Aliás, a prefeita de Itapemirim, Norma Ayub, é mulher do parlamentar, que é também o pai do atual vice-governador e candidato do PMDB a governador em outubro próximo.

domingo, 18 de abril de 2010

Os "alemão" chegaram


Pode ser tudo ou nada ao mesmo tempo.
A Vale do Rio Doce fincou um pé nos arredores da aldeia. Ainda não tá claro o que essa "cabeça de ponte" do mamute trás embrulhado no seu "plano estratégico", eufemismo de executivos, pra nós. Mas, de certa forma, a notícia vai avivar conversas de todas matizes nos aldeões. Uns vèem nela a "redenção" econômica local. Outros não tão nem aí. E alguns mais trombetearão o caos. Assim é a vida.
A Vale comprou da Usina Paineiras uma área de terra de cerca de 300 hectares, pagando perto de $ 18 milhões, algo em torno de $ 300 mil por alqueire. É uma pequena fortuna, uma supervalorização no preço do alqueire, cotado a $ 50 mil, em média, na região. A área fica em Itapemirim, próxima a Itaipava/Itaoca.
A compra, que andou sob a égide do "sigilo comercial", agora liberada após o pagamento da primeira parcela, ganha ares de mistérios. Primeiro é que fica a uns 50 km de onde apontam para a implantação da Companhia Siderúrgica de Ubu, em Anchieta, uma planta industrial da Vale, investimento de $ 9,9 bilhões na produção de cinco milhões ton/ano de placas de aço, em 2014. A outra é que o local tem só areia e terra. Tudo bem. São materiais pra construção civil que, acho eu, não justificaria nababesco investimento.
Um próximo também foi procurado graças a uma pedreira existente no seu sítio, que fica perto da área vendida.
Os caras chegaram com a seguinte proposta: - Bota preço.
É de transcender.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O pão da Paula


Há seis anos iniciamos um processo de reeducação alimentar. Nada de extremismo, radicalismos, direitismos ou esquerdismos, baseado no bom senso, custos e ofertas.
A carne vermelha continua, sem o excesso de gordura. A rabada, por exemplo, quando fazemos, é cozida de véspera e vai pra geladeira pra separar a gordura. Usamos pouco do caldo, ora feita com agrião ou com mandioca e banana da terra madura.
O arroz e feijão continuam soberanos.
Reduzimos o uso do sal - 1 kg dá pra três meses - e também o óleo - 1 litro pra dois meses. Usamos bastante alho, 1,2 kg/mês.
Trocamos a fritura por assado e o refrigerante por água.
Em viagem, nada de salgados. Levamos frutas pra merenda.
Duas evidências ficaram claras: É preciso interação de propósitos dos envolvidos e evitar levar pra casa aquilo que não é essencial.
Os resultados são animadores.
Na reeducação, optamos por um pão caseiro integral, conseguido após várias fornadas, que é uma regra básica em cozinha.

PÃO INTEGRAL

Ingredientes 01

½ copo de óleo de girassol (ou similar)

01 copo e ½ de trigo integral

02 copos de trigo branco

01 pct. de fermento granulado e/ou 1 ½ colher de sopa de fermento de caixa

03 colheres (sopa) de açúcar mascavo

01 colher (sobremesa) de sal

01 copo de leite e um de água (mornos)

Ingredientes 02

0l colher (sopa) de linhaça

01 colher (sopa) aveia

01 colher (sopa) gergelim

02 castanhas do Pará quebradas em pedacinhos sem deixar virar farelo

Use outros grãos como semente de girassol. Você é o chef.

MODO DE FAZER

Etapa 0l

Bata todos os Ingredientes 01 numa batedeira. Coloque pra crescer, por cerca de uma hora.

Etapa 02

Acrescentar os Ingredientes 02. Mexer com uma colher de pau até a massa pegar consistência de uma “bola”. Coloque a massa na forma de pão previamente untada pra crescer, podendo levar de 20 a 30 minutos. Pra acompanhar, ponha um pouco da massa num copo d’água e deixa boiar.

Com o forno pré-aquecido, coloque para assar, na temperatura média, de 30 a 40 minutos, respeitando as condições do seu forno.

Importante: A temperatura pode ser uma aliada ou não. Com calor, a massa, nos dois processos, cresce mais rapidamente, No frio é o contrário. Nós envolvemos numa toalha, mesmo no calor. Na forma, coloque uma tampa. Deve ser consumido em três dias. Vale a tentativa.

domingo, 11 de abril de 2010

Novo ralo da farra


O Ximenes, o da coluna Victor Hugo, A Gazeta/Vitória, abre o expediente na edição de hoje. 11/4, comentando a gastança da prefeitura da Serra com futebol. A seguir revela outro ralo em Presidente Kennedy, agora com futebol de areia, bancando um time que disputa o estadual.
Aliás, esporte é a sua editoria.

Dinheiro rola com a bola
D inheiro, ou a falta dele, parece não ser problema para algumas prefeituras. A da Serra, por exemplo, deu de presente R$ 477 mil para o tricolor da cidade participar do Campeonato Capixaba deste ano. Mesmo com essa grana no bolso, o time está longe dos primeiros lugares no Capixabão, que tem 10 equipes.
Grana fácil
E o caso de Presidente Kennedy, município ameaçado de perder grande parte da sua receita se mudar a lei de distribuição dos royalties do petróleo? A prefeitura está gastando R$ 60 mil na seleção da cidade que disputa o Estadual de Futebol de Areia deste ano. Três jogadores portugueses, incluindo o craque Madjer, fazem parte da equipe do Sul do Estado.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mais farra


O "chapaço" Dino, no seu recomendável Blogracio, escreveu: "Leonel, o problema, ou probrema, pobrema ou poblema, mais que o Ibsen, é uma cidade "como Kennedy", onde "dinheiro não é problema" graças aos "royalties de petróleo", apresentar um dos piores Indices de Desenvolvimento Humano do Espírito Santo e do Brasil."
É sobre a nota publicada na coluna Victor Hugo, A Gazeta/ES, de 7/04/10, onde o interino mistura gastança com Ibsen Pinheiro, aquele.
Parece que o hidrocarboneto não anda fazendo bem ao Ximenes, liberando certos derivados com excesso de STP.
Aqui o post do Blogracio.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Fubá de moinho de pedra


A velocidade com que se processam as mudanças nos costume da sociedade fazem vítimas que são largadas às margens dos tempos atuais.
Aqui na aldeia tem um abatedouro de frango que também vendia pacotes de 1 kg de fubá de milho moído em moinho de pedra movido a água. Nada mais sugestivo pra se fazer um frango com quiabo, acompanhado de uma boa polenta/angu - usamos panelas de barro -, pra um almoço trivial.
Hoje ao entregar um pedido - delivery é o cacete! - indaguei pelo fubá, agora que a colheita do milho terminou, quando se tem a chance de um produto novinho. Ele respondeu que o cunhado, responsável pelo moinho, não planta mais o cereal. Agora e só café. É mais um que passa a comprar no mercado. Assim caminha a humanidade, disse alguém.
Este comportamento observei há cinco anos ao retornar no moinho do "padrinho" Artur Bornella, lá no "Jerominho", de Jerônimo Monteiro/ES, onde na infância ia troquei muito milho por fubá, encontrado com fartura.
Agora é preciso levar o milho e voltar depois pra pegar o fubá.
Nem o adágio "enquanto você vai com o milho eu já voltei com o fubá" resistiu aos tempos atuais.
A civilização começou a triturar grãos em moinhos de pedra manuais, passado depois para os movidos a animais. O estágio seguinte foi a água, vento e vapor, chegando à eletricidade.
Em moinhos de pedra, a moagem ocorre pela alta fricção entre os grãos aliada a pouca pressão, danificando uma parcela menor do amido. O resultado é uma melhor fermentação graças a preservação do farelo e do gérmen numa farinha rica em nutrientes e fibras.
Em Nova Venécia, norte capixaba, descobri uma "nona", família Lubiana, que tem em casa um moinho de pedra movido a eletricidade. Provei da sua polenta, excelente, sendo premiado também com uma generosa porção do seu fubá.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Olha o Ximenes!


Nenhuma sandice com o Leonel Ximenes, da coluna Victor Hugo, A Gazeta/Vitória, sobre a farra dos royalties do alcaide de Presidente Kennedy, com cerca de 11 mil habitantes, que em pouco mais de 20 dias realiza duas festas com artistas de expressão nacional.
A nota abaixo tá na sua coluna de hoje, 7/4.

Olha o Ibsen!
Presidente Kennedy começa a comemorar hoje seu 46º aniversário de emancipação política. A festança, que vai até domingo, terá o breganejo Amado Batista como destaque entre outras atrações musicais. Dinheiro não é problema para a cidade do Sul do Estado que recebe anualmente R$ 73 milhões de royalties de petróleo. O problema é o deputado gaúcho Ibsen Pinheiro, que quer redistribuir o dinheiro dos municípios produtores de petróleo e deixar cidades como Kennedy a ver navios.

domingo, 4 de abril de 2010

A farra continua


Em 15 de março último registrei "A farra dos royalties" da prefeitura de Presidente Kennedy, litoral sul capixaba, que recebe anualmente perto de R$ 100 milhões do tributo e tem um dos menores IDH do Estado, ao bancar o show do Leonardo na Expoagro de Jaqueira, local de pouco mais de 100 casas.
Li depois na coluna Victor Hugo, A Gazeta/Vitória, nota do Leonel Ximenes "informando" o deslumbre da deputada Estadual Aparecida Denadai (PDT), xodó do prefeito, com o cantor que conheceu na Ilha do Boi, Vitória, voando juntos depois pra Cachoeiro do Itapemirim, de onde pegaram um carro pra chegar ao show.
Mandei um e-mail ao Ximenes sugerindo que registrasse também o outro lado da informação. Acho que não gostou ou o deslumbre da parlamentar era a notícia.
Deixa pra lá. Temos a internet.
Pois não é que o alcaide anuncia pra 7 a 11 próximos o 46º aniversário da cidade, "investindo 500 mil em atrações durante o dia e shows à noite", de Amado Batista a Calcinha Preta. O jornal do Ximenes anuncia "expectativa de 100 mil pessoas". A população local não chega a 11 mil habitantes.
Grandeza e perdulário andam lado-a-lado.
E os royalties? Esqueçam.