quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Precipício


Menina Céu cada vez mais se transforma num precipício. Seu instinto predador está voraz. Não perdeu o tino da sensatez, mas se lançou definitivamente nos braços do prazer. Despirocar de vez pode significar sua queda no precipício. E isso, com certeza, não vai fazer, pois colocaria em risco tudo o que gosta, caçar. Inclusive, reduziu suas obrigações trabalhistas, flamando igual ao seu chefe, resumindo a semana a um pit stop na segunda, terça e quarta, pra exercitar sua arte.
O seu problema não é saúde e nem glamour. É dinheiro. Como gostar de falar.
Coisa simples, né?
A conquista mais recente é um "alemãozinho", de modos requintados, e que frequenta locais diletos da burguesia brasiliense. Menina Céu não tem demonstrado muito entusiasmo com essa conquista, alegando que o ato termina logo no stripe. Isso a tem levado a "repensar a relação", piscando com a volta pra casa. Ou seja para os braços do negões, eles, sim, capazes de fazê-la rodopiar pelos salões da capital federal, fechando a noite com cavalgadas homéricas, que duram horas a fio.
Chamem os bombeiros!!!
Nessa altura da peleja já deve ter voltado à origem, pois o relato é do início do mês, quando passamos por lá e, pra ela, tempo é prazer.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A obra










As aparências não desenganam.
Filosofa minhas ideias borbulhantes.
Pois é, a obra, uma acrílica sobre tela de um trecho da praia de Stª Mônica, Guarapari, ao lado, é do intrépido "Dino G.", "dono" do "estúdio FASSO QUADROS", do post abaixo.
A qualidade exprime todo o seu talento e certamente terá a recompensa pra seguir melhorando o layout do "Estúdio".
A obra é também uma de suas surpresas - idem, idem do seu talento -, que costuma apresentar nas suas escapadas da selva de aço e antena.
Mais informações aqui

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ao precursor




Caríssima amizade

Em junho, uns 20 dias após após exonerar meu
último emprego,
montei um pequeno estúdio para acrescer algum valor financeiro à minha aposentadoria.
Desde então, consegui melhorar bastante esse
ambiente - confira no anexo Estudio-melhor.jpg.
Repare que, entre tudo, agora, estão na fachada do estúdio uma amostra
(só para olhar) do que faço, número do MEU celular, meu nome e assinatura,
o que produzo e sob qual condição.
O mais importante é que, em obediência ao estabelecido pela
Lei Estadual nº 9.160, de 21 de maio de 2009, afixei cartazete
bem visível com telefone e horário de atendimento do Procon Estadual.
Sempre há quem reclame de alguma coisa, , é um caso sério.
Abs
PS: Esta mensagem foi remetida Cco a outras pessoas amigas,
umas 60 ou 80...
Dino Gracio
www.blogracio.com


Ps - Não poderia deixar de "homenageá-lo", preclaro Dino.
A mudança deixou o estúdio uma belezura, verdade inconteste.
Bravo, mestre, e ótimas produções.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Som ou cheiro?


Que os outros habitantes da terra, que tentam qualificá-los como "irracionais", se manifestam de forma consciente, eu não tenho nenhuma dúvida. É preciso apenas exercitar um pouco de senso de observação.
Fazendo minha habitual caminhada pela varanda de casa, empurrando o andador, vi um bando de anu preto, seis no total, pousando no maldito fio da rede elétrica. Foi uma meia parada. Em seguida, voaram na direção de uma patrol que realizava o nivelamento da rua. A aldeia tem diversas vias sem calçamento ou asfalto.
A primeira impressão foi que os anus tinham adaptados seus ouvidos ao barulho do motor da máquina. O raciocínio se deve a outra observação. Em frente de casa existe uma área com quatro lotes vagos, "servindo de depósito de entulho da vizinhança". A cada três ou quatro meses, patrol ou retro-escavadeira da prefeitura faz a limpeza do local. É um convite pra anu, rolinhas, sabiá, pombo, pomba-rola etc., baixarem na área atrás de insetos, minhocas e outros pequenos animais, um farto banquete, com a duração de quase uma semana. Isso se repente em outros locais onde é feito o mesmo serviço.
Trocando impressões com o Glauco Meirelles, vizinho, suscitou outra visão pra minha teoria. Ele defende que o que atraiu os anus foi o cheiro da terra removida, usando como argumento, um fato ocorrido numa área de terra sua, que arou e gradeou. Não se sabe de onde, viu repentinamente surgir uma leva de gaviões, uns 300 - achei exagero, mas garantiu veracidade - tomando de assalto o local. Os gaviões também se fartaram, uma comilança desmedida, a ponto de não se importarem com a presença do homem, a menos de 10 metros de distância.
As teorias são discutíveis, mas não vejo é a tal irracionalidade nos irmãos das outras espécies, pois o que nos movem é vontade de viver.
Outro texto interessante: Aqui

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Vida de La Pinto


A televisão sempre foi a sua grande paixão. Não que tenha relegado às calendas outras formas de entretimento. Numa determinada fase da sua vida só saia de casa após assistir as três novelas. E não tinha argumento que a demovesse dessa caturrice. Cedia apenas diante da possibilidade de ter TV onde estava sendo convidada, pois sabia que estavam tirando o seu chão dos seus pés.
Rotineiros eram os embates acalorados quando alguém perguntava alguma coisa sobre o enredo ou se fizesse qualquer comentário sobre o ator e a atriz. Quem mais sofria era a Leda Maria, goiana, que vinha encontrá-la no verão. Totalmente alheia as tramas e doida por um dedo de prosa, danava a perguntar.
- Quieta, Leda, respondia la Pinto.
Com a diversificação da programação das TVs, principalmente com as transmissões esportivas, passou a dividir seu ardor televisivo. Foi também uma forma de reviver seu passado de atleta, na seleção capixaba de vôlei. Aos domingos, com programação de três ou mais eventos esportivos, o Walmir Fiorotti, outro amigo, criou o domingão de la Pinto.
A sua aposentadoria trouxe outra forma de brincadeira: Vida de la Pinto. É que sobrou mais tempo e comprou outro aparelho pra sua sala de estar, solução encontrada pra assistir simultaneamente novelas e eventos esportivos, após instalar a TV a cabo. E dava conta do recado. Inclusive, adquiriu um novo hobby, as lutas livres das madrugadas, mantido livre do sono, exercitando o seu karate boliviano.
Hoje, Ângela Pinto, grande figura, amiga e companheira, dos tempos de Vitória, capital capixaba, não abandonou a TV, mas já não tem o mesmo fervor de outrora pelas três novelas, embora ainda seja incapaz de ficar 24 horas sem olhar pra telinha.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os injustiçados


Quebra o meu galho; a vaca foi pro brejo; isso é um abacaxi; e, não gosto de jiló, amargo já basta a vida.
Com certeza, caso já tenha algum entendimento da vida, já ouviu alguma dessas expressões. Graças ao acelerado processo de urbanização já não pontua com mais frequência nas conversas como antanho. Deve ser porque saímos do campo e entramos pela evolução tecnológica, com outros usos e costumes nesses novos tempos. Mas não desapareceram para alguns imperdenidos.
Quebra o meu galho é do tempo das florestas cobrindo a terra e o homem achando que o recurso era infinito. Não é mais ecologicamente correta, além de carregar a pecha de tráfico de influência.
Duas injustiças acontecem com a vaca foi pro brejo. Ora, criatura, vaca cria bezerro/a, produz leite e carne, etc. Brejo não é um lugar ruim. Lá tem é muita vida!
Faço aqui uma mea culpa com os brejos. Nos anos 70/80, o governo capixaba lançou os programas Provárzea/Provales, de drenagem dessas áreas, uma panacéia pra auto-suficiência na produção de alimentos. Na prática mostrou-se um desastre, secando vários locais e dizimando centenas de espécies, algumas desconhecidas. Ajudei a divulgar essa falácia.
Leia Isso é um abacaxi no post abaixo.
Não gosto de jiló, amargo já basta a vida, pauta deste post, sugestão do Dino. O solanum gilo, que também é fruto, graças as mutações genéticas não é o mesmo que comia na infância, colhido na horta próxima de casa. Virou transgênico, mudou a cor, tamanho, agora com sabor insosso, desenxabido, contrapondo as agruras da vida moderna.
Desafio aceito, caro Dino, mas ao invés da Rainha, como propôs, vamos de Mulher Jiló, seguindo a tendências "das frutas".
O requisito básico é o jiló transgênico aí de cima.