sábado, 19 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

"Espírito Santo": Um testamento?

Li o livro "Espírito Santo", presente do João Gualberto e Cristina, que devem ter recebido algum sinal do meu desejo por ele. Valeu amigos.
Assinado pelo juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, pelo secretário de Segurança do Estado, Rodney Rocha Miranda e por Luiz Eduardo Soares, coautor de "Elite da Tropa", o livro conta detalhes das investigações sobre o crime no Estado.
É um testamento? Não ousaria a tanto.
A narrativa parte das primeiras suspeitas levantadas, a partir de 2000, pelos juízes Carlos Eduardo Lemos e Alexandre Martins, na Vara de Execuções Penais da capital, onde atuavam como adjuntos. Os indícios, benefícios ilegais a presos, respingavam no juiz titular, um dos acusados do assassinato de Alexandre, morto na manhã de 24 de março de 2003 quando ia para a academia. O acusado ainda aguarda julgamento.
Carregado de detalhes não conhecidos, o livro não nomina os chefões do crime, optando por caracterizá-los através de pseudônimos. Já os executores e outros personagens desse mundo paralelo são tratados pelos verdadeiros nomes. Deferência, também, dada a outros que combateram o bom combate.
A citação da ocupação pública dos "chefões" e a aposta na sonoridade dos pseudônimos como pista dos nomes de certidões - Prates que seria Gratz, Coronel Petrarca pra Ferreira e do juiz Lobo pra Leopoldo, ficando apenas na tríade do mal -, pode até funcionar para o público interno. O externo vai precisar de uma pesquisa pra saber a verdadeira identidade.
Talvez seja este o "pecado" do livro. Ou seja, as evidências sobre o "crime organizado" estão sobre a mesa, mas não personificaram os chefões e parte do seu entorno.
Outro senão ao "Espírito Santo" é a continua citação nominal do governador do Estado. Acabaram exagerando na forma.
Entendo que ao bancar a continuidade das investigações, num momento crucial, menos de três meses da sua posse, com o corpo do juiz Alexandre Martins, abatido por tiros numa rua de Vila Velha, vizinho a Vitória, já garantiria a ele o lugar no panteão.
É está a perspectiva histórica vista hoje: A ambiência política criada pra continuidade do trabalho, inclusive, possibilitou outros desdobramentos de investigações, como a Operação Naufrágio no judiciário estadual, que resultou no afastamento do presidente do Tribunal entre outras figuras.
Ao que parece, o feeling dos autores apostou mais uma vez nesta ambiência política e numa prática do mandatário estadual, apreciador em ter suas realizações retratadas em livros.
Por enquanto tá dando resultado. Após sua publicação, parte do comando da Polícia Militar local peitou o secretário Rodney, colocando outdoors nas ruas e manifestações, pedindo a sua cabeça. Sua excelência fez ouvido de mouco até agora.
Sem dúvida, o livro é uma referência pra entender parte das entranhas do crime no Estado. Trabalhou com farta documentação, sustentando a tese da existência material de uma rede criminosa, lastreada por apoios no Executivo, Judiciário, Legislativo, e na sociedade civil.
Carregou no realismo, variante que os veículos de comunicação imediata não conseguem explicitar. Como exemplo clássico, a escolha pelo título "Espírito Santo".
Sem azedume. Apenas um ponto de vista.
Li, gostei e passo adiante.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma etapa


Postei em agosto um texto falando da importância do Andrade, técnico do Flamengo, pra quebrar mais um bastião incrustado na nossa relação Casagrande & Senzala.
Com a conquista do hexa, verdade que não discuto, em respeito aos talentos dos jogadores que disputaram e ganharam o campeonato de 1987, leio na blogosfera outros textos com a mesma linha de raciocínio.
Reafirmo que a contribuição do "Tromba", não só do ponto de vista futebolístico, coisa que domina muito bem, poderá ajudar, em muito, a sociedade brasileira, dentro de uma perspectiva solidária.
Aqui não cabe a pretensão de jogar toda essa responsabilidade em seus pés. A minha esperança é que fique pelo menos a mensagem da nossa capacidade de transformar, de mudar pra melhor.
Já é de bom grado.
Também não se deve relevar o contraponto que ele estabeleceu com os demais "professores" das quatro linhas dos campos de futebol, ao não impor a sua verdade como única.
A continuar sua trajetória atual é possível vislumbrar mais um Carioca, outra Libertadores, o Hepta e o Mundial de Clubes.
Não to querendo muito.
Viu, caro Dino!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Outra da "burrocracia"


Há cerca de 20 dias fui notificado de uma multa de trânsito da guarda municipal da prefeitura de Vitória, conferida ao meu assistente Maumau, vacilo que rendeu sete pontos na sua carteira.
Procurei na notificação um telefone para as providências de praxe. Moro a cerca de 130 km da capital capixaba. Foi inútil. Restou ligar para o geral da prefeitura, que passou o do gabinete do secretário de Infra Estrutura e, finalmente, cheguei ao número do funcionário responsável.
Ou seja, mais custo com três interurbanos.
Boa foi a explicação do dito, indicando procurar a orientação na notificação. Realmente tá lá, mas é preciso de um telescópio pra encontrá-la. A letra é tão minúscula a ponto de crer que "çabio", produtor do formulário, gozou com o cidadão desse lado do balcão.
É uma informação vital e merece tratamento adequado.
Indignado, preparei um texto pra Excelência e encaminhei para o "fale com o prefeito". Pra não perder viagem foi também pra Ouvidoria. É apenas uma colaboração pra uma derrota da "burrocracia". Até o momento nadíca de pitipirica de resposta.
A minha turra com a "burrocracia" é inesgotável.
A tal informação, que é regulamentada por lei, te dá a opção de utilizar Correio ou Detran pra confirmar o recebimento da notificação, informar quem conduzia o veículo ou recorrer da multa. Optei pelo último, próximo à minha casa. Lá informaram que não tinham nada a ver com o imbróglio.
Restou o Correio. Aí, criatura, outra surpresa: não tinha o CEP da rua.
O desfalque financeiro da multa veio embrulhado num processo "kafkiano".
Resignei.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Minha Canção - Os Saltimbancos

"Minha Canção" do álbum "Os Saltimbancos" numa tradução e adaptação de Chico Buarque para a obra de Luiz Enriquez e Sérgio Bardotti.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma lembrança na memória


Toda vez que o homo sapiens decidi intervir na paisagem, tenham certeza, o dano será irremediável. São tantas as lambanças que não cabem nos dedos das mãos.
A Praia Central da aldeia foi sempre o principal atrativo local. Por anos, induziu a vinda de centenas de veranistas capixabas, mineiros e cariocas, doidos pra "salgar a bifa" e ficar também um pouco de costa para o Brasil. A grande procura inflou os brios de uns ufanistas que a batizaram de "Pérola do Sul".
A partir da década de 90, a sua faixa de areia, de uns cinco quilômetros, começou a desaparecer, agravando nos últimos anos. E mais recentemente, sumindo de vez. Pra piorar, a maré passou a destruir a avenida, próxima à praia.
Portanto, como em outras plagas, faltam consciência e vontade política pra se criar uma base legal de uso correto do espaço urbano. A exceção fica por conta da Praia Nova, onde existe uma faixa razoável, entre as construções, a avenida e a praia. Foi só um surto de respeito às condições locais do mar, que é aberto, ondas fortes e profundidade considerável.
A "solução" pra recuperação da Praia Central foi a construção de espigões de pedras, avançando mar adentro, na tentativa de quebrar a corrente marítima e conter a maré. São dois grandões nas laterais e dois menores no centro.
Uma beleza de paisagem!!!! Cercam aqui e vai rebentar em outro lugar. Eles que se danem.
O mar se encarregou de reconstruir uma faixa da areia da praia, que já "bomba" nos finais de semana e feriados. Inclusive, ressuscitou a crença de parte da comunidade que aposta na aglomeração de veranistas como solução mágica pra estagnação econômica local. Os tempos e os costumes mudaram. Se antes a permanência de costa pra o Brasil era de até 45 dias, hoje não passa de sete dias ou um final de semana. Sem considerar o aumento das oportunidades pra circular em outros locais.
Agora anunciaram a vinda da draga, lá da Dinamarca, pra retirar à areia do mar e criar a faixa de praia. Tão gastando uns R$ 50 milhões na "obra".
Pra mim que salguei a "bifa" pela primeira vez na Praia Central, tomei meus primeiros "caldos" e surfei jacaré, no seu estado natural, é um assombro olhar agora aquele mar, ora azul, ora verde, emporcalhado pelos espigões, convicto de que somos ainda poucos e quixotescos nas nossas convicções harmônicas com Gaia.
Não joguei a tolha.
A Praia Central é uma lembrança na memória.
É isso. Simples.
O progresso impera!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cenas do poder


Aparando o mato que cresceu por aqui.

Neste final de semana, 15/11/09, a Folha de São Paulo, único dos "jornalões' e similares, botou a público um imbróglio que por muito tempo rondou as esferas dos poderes da república: O filho do ex-presidente FHC com a jornalista Mírian Dutra, da TV Globo, Tomas Dutra Schmidt, hoje com 18 anos.
A notícia acabou repercutindo mais na blogosfera, trazendo outro babado que aguçou também o imaginário das pessoas do poder central e dos capixabas.
É um fragmento de um post do jornalista Marco Aurélio Mello, na sua página na internet.
Tá lá escrito por ele: "E se eu também contasse que o apartamento dela, na Capital Federal, foi usado antes dela ser despachada, portanto com sua generosa complacência, pelo mais importante vassalo da Corte do Cosme Velho, à época, para encontros amorosos com uma das mais belas Deputadas Federais, que era casada."
Aqui pra ler texto completo.
Se me perguntarem se a história é verdadeira, nego. Apenas relato o que ouvi e aproveito pra comentar um episódio que me deixou com um pé atrás, ocorrido nas eleições de 1998, na qual estava envolvido. Não atesto a veracidade do babado, mas a elucubração leva a considerar uma certa correlação entre a personagem do Marco Aurélio e o que vi.
Assistindo o Jornal Hoje, da Globo, eis que surge na telinha a "musa" do Congresso numa "matéria" que poderia muito bem ser considerada tipo "encomenda".
Ela conseguiu a reeleição, certamente sem essa "aparição relâmpago" como decisiva, mais como um elemento pra "encorpar" a campanha. E bota elemento nisso!
Se quiser ir fundo no "pé na cozinha" do FHC, vai lá.