terça-feira, 18 de maio de 2010

Querendo entender


A Gazeta, de Vitória, que circula no Estado, tem a "pauta do leitor" como canal de "interação" com nóis, aqui, do outro lado do balcão.
Há um ano e meio iniciei a renovação da carteira de habilitação. A clinica da aldeia me encaminhou a junta médica do Detran, em Vitória, onde me enquadraram pra usar veículo com "embreagem manual ou automática ou com transmissão automática".
Na primeira ida ao local senti o descaso com a acomodação dos usuários desse serviço.
Em abril último fiz a prova de trânsito e vi que o local tava ainda mais caidaço.
Apostei na "pauta do leitor" pra cutucar os caras na tentativa de melhorar o espaço, já que todos os portadores de deficiência do Espírito Santo, que precisam do serviço, obrigatoriamente passam lá.
Segunda, 17, encaminhei este e-mail ao jornal:
O local (?) que o Detran disponibiliza pra atender os
portadores de deficiência, nos fundos do prédio
na av. Vitória, altura da antiga loja Bandeirante, é de doer/constranger.
Começa pelo acesso - a rua não tem uma vaga sinalizada.
O "local de espera" é no tempo, sujeito a sol/calor/chuvas.
Os "assentos" são uma tragédia.
Não tô pedindo luxo, mas respeito.
Gostaria q vcs avaliassem.

Ao ler a edição do jornal desta terça, a surpresa:


Pessoa com deficiência critica atendimento no Detran

18/05/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)

O local destinado para os deficientes físicos que procuram serviços do Detran na Coordenação de Exame Médico e Psicotécnico (CEMP) – no bairro Horto, em Vitória – virou motivo de reclamação. Segundo pessoas com deficiência, o espaço fica nos fundos do prédio, e a situação em que se encontra deixa-os em situação constrangedora.

Essa é a opinião de Carlos Fernando Lima. Segundo ele, o problema começa já no acesso ao espaço. “A rua não tem uma vaga sinalizada. O ‘local de espera’ é no tempo, sujeito a sol, calor e chuvas”, frisa.

Segundo ele, os “assentos” são uma “tragédia”. “Não estamos pedindo luxo. Apenas queremos um pouco mais de respeito”, desabafa.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) informou, por meio de nota, que a Coordenação de Exame Médico e Psicotécnico, localizada na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Vitória, possui estacionamento próprio com vaga exclusiva para portadores de deficiência física.

De acordo com a nota, a coordenação possui uma sala específica, e o atendimento é realizado no interior do prédio. Já a espera ao atendimento se dá em uma área coberta adjacente.

Esperava o tratamento dado a outras sugestões dos leitores, pelo menos indo ao local pra checar, o que leva crer que não aconteceu.
Fui atrás de dignidade.
Mantenho minha opinião sobre o local. A área de estacionamento existe, mas é exclusiva dos funcionários.
Eu tentei e não estacionei.

sábado, 1 de maio de 2010

Pára tudo


A política é mesmo coisa do homem.
Os "entendidos" afirmam que o eleitor vota 'pra mudar ou continuar".
A eleição pra prefeito de 2008, na aldeia, foi decidida nos últimos dez dias da campanha, uma vitória do desafiante, não chegando a 400 votos de diferença, contra o prefeito de plantão, na disputa pela reeleição.
Foi um espanto, levando também de rodão as pesquisas que davam favoritismo ao postulante a reeleição.
Passados os primeiros cem dias da posse, tolerância dada aos ungidos pelas urnas, pipocou os primeiros muxoxos contra a autoridade.
Hoje, perto de completar um ano e meio de mandato, a falação é geral.
O mote é um tal de "bota aí um pára tudo", surgido nos botecos pra pedir um destilado, e agora generalizou por todos os lugares, de lares a igrejas, "bocas" a bocas, de 10 a 100 anos.
A deferência, comenta o povo, caiu bem porque, além da paralisia administrativa, ele sorve bem a água, que não é benta.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Uma imagem



Certas imagens dispensam a palavra escrita.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Os "alemão" avançam


É preciso certo cuidado com o que fala alguns políticos, principalmente se for Theodorico Ferraço, deputado estadual do pefelê/demo capixaba.
Num intervalo comercial da novela das oito da TV Gazeta Sul, braço da "plim plim" aqui, segunda-feira, o deputado trombeteou a "compra, pela Vale, de mil hectares de terras em Itapemirim pra instalação de uma siderúrgica, que vai gerar 10 mil empregos'.
A compra e o tamanho da área "eu agarântio", o que eleva o valor da transação pra mais de $ 50 milhões, diferente do postado abaixo.
Já a siderúrgica fica por conta do sonho do deputado.
A Vale até agora fala em Ubu, Anchieta.
Aliás, a prefeita de Itapemirim, Norma Ayub, é mulher do parlamentar, que é também o pai do atual vice-governador e candidato do PMDB a governador em outubro próximo.

domingo, 18 de abril de 2010

Os "alemão" chegaram


Pode ser tudo ou nada ao mesmo tempo.
A Vale do Rio Doce fincou um pé nos arredores da aldeia. Ainda não tá claro o que essa "cabeça de ponte" do mamute trás embrulhado no seu "plano estratégico", eufemismo de executivos, pra nós. Mas, de certa forma, a notícia vai avivar conversas de todas matizes nos aldeões. Uns vèem nela a "redenção" econômica local. Outros não tão nem aí. E alguns mais trombetearão o caos. Assim é a vida.
A Vale comprou da Usina Paineiras uma área de terra de cerca de 300 hectares, pagando perto de $ 18 milhões, algo em torno de $ 300 mil por alqueire. É uma pequena fortuna, uma supervalorização no preço do alqueire, cotado a $ 50 mil, em média, na região. A área fica em Itapemirim, próxima a Itaipava/Itaoca.
A compra, que andou sob a égide do "sigilo comercial", agora liberada após o pagamento da primeira parcela, ganha ares de mistérios. Primeiro é que fica a uns 50 km de onde apontam para a implantação da Companhia Siderúrgica de Ubu, em Anchieta, uma planta industrial da Vale, investimento de $ 9,9 bilhões na produção de cinco milhões ton/ano de placas de aço, em 2014. A outra é que o local tem só areia e terra. Tudo bem. São materiais pra construção civil que, acho eu, não justificaria nababesco investimento.
Um próximo também foi procurado graças a uma pedreira existente no seu sítio, que fica perto da área vendida.
Os caras chegaram com a seguinte proposta: - Bota preço.
É de transcender.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O pão da Paula


Há seis anos iniciamos um processo de reeducação alimentar. Nada de extremismo, radicalismos, direitismos ou esquerdismos, baseado no bom senso, custos e ofertas.
A carne vermelha continua, sem o excesso de gordura. A rabada, por exemplo, quando fazemos, é cozida de véspera e vai pra geladeira pra separar a gordura. Usamos pouco do caldo, ora feita com agrião ou com mandioca e banana da terra madura.
O arroz e feijão continuam soberanos.
Reduzimos o uso do sal - 1 kg dá pra três meses - e também o óleo - 1 litro pra dois meses. Usamos bastante alho, 1,2 kg/mês.
Trocamos a fritura por assado e o refrigerante por água.
Em viagem, nada de salgados. Levamos frutas pra merenda.
Duas evidências ficaram claras: É preciso interação de propósitos dos envolvidos e evitar levar pra casa aquilo que não é essencial.
Os resultados são animadores.
Na reeducação, optamos por um pão caseiro integral, conseguido após várias fornadas, que é uma regra básica em cozinha.

PÃO INTEGRAL

Ingredientes 01

½ copo de óleo de girassol (ou similar)

01 copo e ½ de trigo integral

02 copos de trigo branco

01 pct. de fermento granulado e/ou 1 ½ colher de sopa de fermento de caixa

03 colheres (sopa) de açúcar mascavo

01 colher (sobremesa) de sal

01 copo de leite e um de água (mornos)

Ingredientes 02

0l colher (sopa) de linhaça

01 colher (sopa) aveia

01 colher (sopa) gergelim

02 castanhas do Pará quebradas em pedacinhos sem deixar virar farelo

Use outros grãos como semente de girassol. Você é o chef.

MODO DE FAZER

Etapa 0l

Bata todos os Ingredientes 01 numa batedeira. Coloque pra crescer, por cerca de uma hora.

Etapa 02

Acrescentar os Ingredientes 02. Mexer com uma colher de pau até a massa pegar consistência de uma “bola”. Coloque a massa na forma de pão previamente untada pra crescer, podendo levar de 20 a 30 minutos. Pra acompanhar, ponha um pouco da massa num copo d’água e deixa boiar.

Com o forno pré-aquecido, coloque para assar, na temperatura média, de 30 a 40 minutos, respeitando as condições do seu forno.

Importante: A temperatura pode ser uma aliada ou não. Com calor, a massa, nos dois processos, cresce mais rapidamente, No frio é o contrário. Nós envolvemos numa toalha, mesmo no calor. Na forma, coloque uma tampa. Deve ser consumido em três dias. Vale a tentativa.

domingo, 11 de abril de 2010

Novo ralo da farra


O Ximenes, o da coluna Victor Hugo, A Gazeta/Vitória, abre o expediente na edição de hoje. 11/4, comentando a gastança da prefeitura da Serra com futebol. A seguir revela outro ralo em Presidente Kennedy, agora com futebol de areia, bancando um time que disputa o estadual.
Aliás, esporte é a sua editoria.

Dinheiro rola com a bola
D inheiro, ou a falta dele, parece não ser problema para algumas prefeituras. A da Serra, por exemplo, deu de presente R$ 477 mil para o tricolor da cidade participar do Campeonato Capixaba deste ano. Mesmo com essa grana no bolso, o time está longe dos primeiros lugares no Capixabão, que tem 10 equipes.
Grana fácil
E o caso de Presidente Kennedy, município ameaçado de perder grande parte da sua receita se mudar a lei de distribuição dos royalties do petróleo? A prefeitura está gastando R$ 60 mil na seleção da cidade que disputa o Estadual de Futebol de Areia deste ano. Três jogadores portugueses, incluindo o craque Madjer, fazem parte da equipe do Sul do Estado.