segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Lá se foi o PSP


A aldeia voltou aos braços do Povo Com Praia - PCP.
Se bem que a tal "invasão", apregoada por impolutas autoridades, devidamente reboradas por alguns preguiçosos colegas da velha mídia - é tema pra outro post -, da presença de "450 mil turista aqui e de "1 milhão no litoral sul", não passou de um factóide em decomposição e mau enjambrado.
Ler tal presságio dá vontade de enfiar a cabeça na cumbuca.
Foi uma temporada pra entender que o "mundo gira e a lusitana roda", as pessoas mudaram e, consequentemente, os costumes.
Hoje, 1º de fevereiro, a praia estava vazia, tendência que se estabeleceu gradativamente a partir do fim dos feriados de final de ano. Restaram alguns prejudicados pelo correr dos anos, os vagabundos de FHC.
Até 15 de janeiro era possível observar um movimento diferente da rotina local, mas jamais aquilo imaginado pelos "çabios" de plantão, que crescia nos finais de semana.
A virada da quinzena foi esclarecedora deste novo tempo, com o movimento praticamente voltando ao normal.
Agora, indo embora os últimos imperdenidos do Povo Sem Praia - PSP -, que se faça a leitura correta da dinâmica dos tempos atuais.
Está temporada não tem precedente há tempos. Foi de um sol inclemente, nascendo e se pondo todos os dias, com temperatura acima de 35º, desde 30/12/2009 até ontem, 31/01/2010.
To aqui há sete anos e não vi nada igual, sem aquela tradicional chuva refrescante de verão.
Ou seja, não basta só o astro rei brilhar que tudo tá dominado.
Cada vez mais as pessoas tão reduzindo o seu tempo de costas para o restante do Brasil.
Os sinais são generosos pra quem quer entender.
Ps: Também sumiram os pernilongos, dando as caras, ou melhor, zunindo nos nossos ouvidos na última noite, de 1º para 2 de fevereiro - salve, salve, Iemanjá!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dicas do Prof. Pasquale


O texto abaixo é um destes arquivos que rondam a internet. Ele veio da grande Leda Maria, goiana da cepa, casada com o Zé Antônio, da mesma linhagem, moradores de Goiânia, e que tem também uma ótima casa na aprazível Pirenópolis.
Por considerá-lo com uma certa lógica, tô publicando. Quanto ao autor, prof. Pasquale, não atesto.

E a gente pensa que repete corretamente os ' ditos populares'.

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'. "Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???" O correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'.

"Tá aí a resposta para meu dilema de infância!"

'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.' O correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.' "Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?"

'Cor de burro quando foge.' O correto é: 'Corro de burro quando foge!' "Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???" Eu queria porque queria ver um burro fugindo para ver a cor dele!

Outro que no popular todo mundo erra:

'Quem tem boca vai a Roma.' "Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!" O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado:

'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.' "Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, quando quer e se quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!". O correto é:'Quem não tem cão, caça como gato.... ou seja, sozinho!'

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Chico Buarque - Geni e o Zepelim

D. Memélia (Maria Amélia Buarque de Holonda), hoje, 25/01/2010, completa 100 anos.
E o filho canta Geni e o Zepelim.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amarraram os serradores


Uma réplica de dois serradores de madeira, de tamanho médio, enfeita os jardins da pousada Cia do Peixe, aqui na aldeia, Marataízes/ES, onde passei a fazer a hidroterapia - valeu Serginho -, recurso da luta pela autonomia de ir-e-vir que a siringomielia teima em tirar de mim - os relatos da doença estão na série no lado direito do blog.
O autor da peça utilizou a estrutura de um catavento e acoplou os serradores, um na parte de cima e o outro embaixo, cada um segurando a ponta do gurpião. Os cabras "trabalhavam" com vontade, serrando a velocidade da luz, impulsionados pela energia eólica de duas hélices descomunal ao tamanho dos bonecos. A pousada fica em frente ao mar e o vento não tem barreira, correndo livre.
A peça exemplifica um período importante do homus sapiens, no domínio da madeira, utilizando um instrumento moderno, uma revolução pra quem começou com a pedra.
Os serradores, portanto, são parte da história. Só que agora não mais estão acelerando o processo de destruição das matas. Tão incorporados à paisagem urbana, produzindo decibéis que perturbam o sono alheio.
Uns dos hóspedes, português, que trabalha na obra de recuperação da orla, destruída pela maré, decidiu acabar com a brincadeira, amarrando os serradores com uma sacola plástica de supermercado.
Parece que o silêncio para o sono nas noites maratimbense do gajo tá garantido.
Há uma semana que os serradores estão atados, desolados, sem serrar nada. Agora esperam novos ventos capazes de mudar o humor da criatura pra continuar a sua performance.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Deus olha por mim


Vez em quando cruza a esquina onde moramos, na aldeia, Marataízes/ES, uma moto CG com uma caixa de madeira presa ao bagageiro, provavelmente utilizada no transporte de alguma bugiganga, e que traz na lateral a frase-título deste post.
Ela é guiada - vou arriscar, pois não tenho certeza, dada a velocidade com que passa -, por um maluco, aparentando 20 poucos anos, sentado sobre o tanque da perereca. No banco vai a mulher ou namorada, que tudo leva a crer ter a mesma idade. Nada aconteceu até agora.
Em novembro passado, o jornal A Gazeta, de Vitória, publicou na sua primeira página uma foto do excelente Edson Chagas, mostrando o deslizamento de terra sobre uma casa, provocado por um temporal, que resultou num drama familiar com a morte de duas crianças.
A foto enquadrou a seguinte frase escrita no muro da frente: "CRÊ NO SENHOR JESUS CRISTO E SERÁS SALVO, TU E A TUA CASA". Ela mostrava um buraco abaixo do "TU E TUA CASA", por onde era possível visualizar a tragédia. A casa foi construída próxima a um corte de terra de uns oito metros de altura.
Deus ajuda, mas é preciso fazer a nossa parte.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Receita de Ano Novo - Drumond


Para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Via Luiz Ap.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Menos autoridade, menos


Marataízes botou as duas mãos no troféu "Me Ufano que Eu Engano", uma disputa perna-de-pau travada no verão entre os municípios do sul capixaba do circuito de praias, caminho natural dos veranistas desejosos em "salgar a bifa" e também ficar um pouco de costas para o restante do Brasil.
A dianteira do torneio é pela estimativa da autoridade (interino) do turismo de Marataízes, garantindo a "passagem" de 450 mil turistas na cidade.
Socorro!!! "Serve-me um pára tudo", a moda daqui, que eu quero descer!!!!
Gostaria de ter acesso à base de dados desses "çabios" que trombeteiam tal profecia. O espanto cresce ao ler que "fundamenta" o seu "argumento" na recuperação da Praia Central, obra não concluída, pra atrair os "turistas".
A verdade é que o torneio perna-de-pau não resiste a uma simples análise. No caso de Marataízes, segundo o IBGE/2008, a população é de cerca de 32,3 mil habitantes. Agora, imaginam despejar em 30 dias aqui 14 vezes este contingente, 450 mil veranistas, segundo o cara.
Reflete o despreparo abismal dos órgãos públicos pra trabalhar o potencial da região. Estão a reboque das mudanças, apostando num modelo ultrapassado de veraneio, onde as pessoas tinham tempo pra ficar até 45 dias se deliciando com o ar marinho.
Já era. Esgotou-se. Escafedeu-se.
Não dá também pra livrar a cara da mídia, cabendo a ela uma apuração cuidadosa e critérios na divulgação dos números, independente dos seus interesses comerciais.
Uma economia auto-sustentável faz bem a todos. Não é, portanto, direcionando seus holofotes pra cá e reproduzindo os absurdos, que mudará a indigência. Tá só inflando a egolatria daqueles que têm o seu momento de poder.
Aqui o link da matéria da autoridade.
Em tempo: a população fixa (IBGE) dos cinco municípios relacionados é de pouco mais de 100 mil habitantes. Ora, pois, você dimensionaria a infraestrutura pra aguentar "um milhão de turistas"?
Não existe.