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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A prova

Finalmente só agora foi possível, e graças ao tirocínio/maestria do "colega meu", multi-se-vira-em-todas, vizinho de rua, rafaadrenalia32@, autor da foto ao lado, mostrar a ilustre moradora da "casa das corujas".
Esta é a persona, mais o seu companheiro, o caçador mor da Praia da Cruz, território que demarcaram na aldeia, formam o casal de coruja buraqueira, acolhido por nós, e que se tornou nossa companhia por cerca de dois anos, exercitando uma convivência respeitosa, partindo do princípio que todos podem coabitar Gaia.
Ele aproveitou uma parte quebrada do muro, que dá pra garagem da casa onde moramos, pra se instalar e continuar perpetuando a espécie.
Mudamos pra outra casa na mesma rua e o casal continua lá.
Agora fazemos visita e ele retribui.
Como se vê, ela tá na posição preferida, equilibrando numa perna, com cara de braba, pronta pra defender o seu espaço.
Pena não ter sido possível também captar o som do seu pio, outra forma de avisar pra não se meter com ela.
Ele já cumpriu o ciclo biológico anual de colocar ovos, chocar, cuidar, durante cerca de 50 dias, de mais quatro filhotes, pra povoar ainda mais a aldeia.
Uma nova ninhada, agora, só ano que vem, a partir de maio, salvo não seja expulso na temporada de verão que se avizinha.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Visita



O casal de coruja buraqueira, que não está mais morando na "casa das corujas" - ainda não descobrimos a nova moradia, embora volta e meia passamos lá e deparamos com alguém empoleirado em cima do muro -, rondou ontem à nossa casa, com seu pio inconfundível - são três variações; um estridente, de autodefesa, e dois pra comunicação interna.
Uma pousou sobre a madeira que cerca a varanda, bem em frente da janela onde fica o computador.
A cena aconteceu por volta das 22h20 horas. Ficou lá por um tempo razoável, cerca de 10 minutos, olhando e conversando com a Paula, repetindo o gesto característico de quando dividimos o mesmo espaço territorial, balançar a cabeça durante nossas elucubrações diárias.
Voou porque passou gente na rua.
Na visita, soltou o pio típico do período de reprodução, que vai de abril a junho.
Não foi possível verificar se estavam acompanhados de uma nova renca de rebentos.
Vamos investigar.